A primeira vez

Vou contar a minha primeira vez. Na verdade, ela não foi somente a primeira, mas o começo de muitas. Como já foi sabiamente definido: foi eterno enquanto durou.

Até meu 22 anos de idade minhas relações mais íntimas eram com homens. Engraçado que hoje, juntando as peças do quebra cabeça, percebo que não eram completas, mas até então, estava satisfeita, com alguns poréns, mas satisfeita. Bela surgiu aí, amiga de balada, de facul, de fofocas sobre meninos.

Seu nome é Isabela, mas chamava-a de Bela, pelos seus olhos estupidamente verdes, pele clara, cabelos longos e cacheados nas pontas.  Bunda grande, coxas incrivelmente macias e grossas, seios fartos, rosto singelo e uma boca deliciosa.

A gente compartilhava quase tudo: confidências, idéais, roupas, pensamentos, refeições, amores e, não seria de se estranhar que um dia rolasse uma coisa assim, que a gente não conseguia entender…

Bela morava em um apartamento pequenino, mas muito charmoso no Grajaú e era nosso lugar predileto. Na casa da minha mãe nunca tive privacidade. Me sentia totalmente livre naquele apartamento.

Combinamos de encontrar para terminar o exercício de estatística na casa dela. Depois, iríamos ver um filme para o trabalho de filosofia, que no caso era Matrix. Pipoca… edredon… e muita preguiça!

Não me lembro bem como começamos, mas logo no início quando deitamos e ela  folgadamente encostou a sua perna na minha, meu estômago foi parar nas costas. Daí fomos lentamente “nos” encostando. Sabe aquele momento de vácuo, que alguma coisa precisa acontecer para quebrar o silêncio? Tudo parou… e eu mais que rapidamente levantei para fazer umas pipocas.

Cheguei com aquela bacia cheia de pipoca, ela levantou pegou a Coca Cola  e assentamos para comer. Tudo ia bem, o stress da intimidade passou. Em um dado momento, com a minha mão cheia de pipoca, depois de uma disputa por quem pega mais, Bela bateu a mão e umas 10 pipocas cairam dentro da minha blusa. _Belaaaa, olha o que você fez! Puxei minha blusa e acho que muito por instinto Bela foi me ajudar a tirar as pipocas do meu sutiã e segurou meus seios. Me lembro do coração na boca, do estomago nas costas, e aqueles segundos viraram uma eternidade. Eu parecia uma virgem, a respiração era descompassada e percebi que o mesmo acontecia com ela, mas ela foi mais rápida. Ainda segurando meu seio, sentou no meu colo e colou seus lábios nos meus. Um beijo que começou manso, ficou sôfrego e apaixonado. Bela tinha uma boca doce, carnuda, uma boca que só uma mulher pode ter.

Nem conto como minha cabeça girava… mas eu sabia o que fazer, não sei como, mas sabia.  Tirei a blusa de Bela e vi, pertinho de mim, aqueles seios que tantas vezes tinha visto, mas desta vez eles estavam rosados, inchados, prontos para meus beijos. Chupei, chupei, adorando aquela textura. Quanto mais chupava, mais a Bela rebolava e roçava sua buceta na minha perna.

Estava tão excitada que sentia dor e Bela percebeu e rapidamente deslizou suas mãos dentro da minha calcinha, abrindo espaço até minha buceta que a esta altura, estava encharcada. Aos poucos fui abrindo minhas pernas para ela ter mais espaço e quanto mais ela esfregava meu grelo, mais duro e latejante ele ficava.

Rapidamente me meti no meio de suas pernas e fui beijando e lambendo cada pedacinho que encontrava até chegar na sua buceta. Ver uma buceta assim, de perto, é indescritível. Eu chupava aquele grelo delicioso e ao mesmo tempo, lentamente, fui enfiando meu dedo dentro da sua buceta. A cada chupada sentia a vagina se contraindo e seus gemidos aumentando e foi assim que fiz Bela gozar até perder o fôlego.

De tão excitada que eu estava, Bela não precisou de muito esforço: um beijo lento, uma mão nos meus seios e o simples toque na minha buceta me fizeram gozar tão intensamente quanto se tivéssemos horas de preliminares.

Nunca fui contra a relação homosexual, mas nunca trouxe para minha vida. Algumas vezes entendia que meu gozo sozinha era melhor que o gozo com um homem e ponto. Nada além disto. Estar com Bela me fez entender o gozo com várias partes do corpo, o suspiro. Foi um sexo calmo,  mas  intenso.

Nunca imaginei como são gostosas as curvas do nosso corpo, como são macias as nossas carnes, como nossa buceta é deliciosa.

E depois? Depois conversamos, que delícia! Rimos, comemos uma comidinha gostosa e bebemos um vinho. Começamos tudo novamente e aquele dia se estendeu até o outro dia. Beijos, lambidas, chupadas, roçadas, gozo, sorrisos, sono. Depois? Conversamos mais e prometemos que iríamos repetir sempre que quiséssemos, mas que não seria uma exclusividade. Seria nosso segredo secreto.

E assim foi. Durante 5 anos fomos amantes. Separamos o joio do trigo, a inveja, o egoismo e todos os sentimentos que as vezes acometem os amantes. Jogamos tudo no lixo e ficamos apenas com a parte gostosa da relação.

Como acabou? Durou até acabar. Hoje somos amigas, mas Bela seguiu outros caminhos e eu respeitei. Como sempre deve ser.

homens x mulheres

Outro dia me perguntaram: por que se interessa por mulheres? Refleti e a resposta veio.

O desejo por outras mulheres é como uma válvula de escape ante ao non sense masculino. Não é qualquer bunda que passa rebolando na minha frente que me causa interesse. Eu me interesso sexualmente por mulheres que me despertam admiração, aquelas que realmente me relacionaria como amiga. Ou seja, mulher gostosa completa o cardápio, mas não é o prato principal.

O que é prato principal? Não sei especificar, é aquele Q que atrai a atenção.

E homens? Ah… estes surgiram na minha adolescência. Alguns pela admiração, mas na maioria das vezes, o instinto é mais forte, me fez perder a cabeça várias vezes, sem pensar, de qualquer jeito, a qualquer hora.

As meninas não, me exige elaboração, tempo, espera, raciocínio. Um jogo que demora, as vezes vai longe, as vezes resolve-se rápido, mas sempre é bem elaborado, provido de intensas sensações e pensamentos.

Feliz 2010 para todos.
Volto.

Descoberta

Me contaram que quando bebo,

No dia seguinte, meus lábios ficam mais macios.

Masturbação

Sozinha em casa, pensando que nada que ando combinando dá certo.

E o tesão? Aqui, sempre presente, me lembrando a cada minuto de solidão, que posso me satisfazer. Vou sentindo um arrepio, uma sensação gostosinha…

Peça por peça, vou tirando e perdendo o fôlego. Só de calcinha, passo levemente meus dedos na minha buceta. Molhada, latejante. Resisto. Poucos segundos.

Afasto a calcinha e enfio meus dedos na buceta. Ahhhhhhhhh… delícia. Penso. Uma mulher deliciosa, ao meu lado, me acende mais o fogo.

Vou me tocando, deliciosa, frenética. A outra mão toca meu grelo, escorrega, vadia. Hummmm…

Mais rápido, vem, me lambe… ai… delícia. Minha buceta completamente molhada, meus seios totalmente arrepiados, pernas abertas, coração acelerado.

Não preciso combinar, eu me basto.

Decidi

Decidi assumir, definitivamente.

Agora fudeu. Vou botar prá quebrar.

Que venham os meninos. Que venham as meninas.

Um de cada vez, todos ao mesmo tempo.

Filosofando

bruxa

 

Eu sou uma mulher,

Boa e dengosa.

Mas quando eu fico má,

Viro uma bruxa,

Gostosa.

Quando vale mais que mil palavras

parablog

em 2009 prometo…

 

só rir para as coisas trágicas

só chorar de emoção

só andar na ponta dos pés

só ser delicada

só topar paradas duras

só dormir em último caso

só castigar a si próprio

só aceitar o inaceitável

só criar em alegria

e, sobretudo, só ser eu mesma.

Vinicius de Moraes

Quando não há o que dizer

Há momentos na vida em que não há nada o que dizer. Ultimamente passo por isso, em que a percepção e a sensação sobre os fatos são mais importantes que as palavras.

Sigo em silêncio, olho para ele com profundo pesar no coração, mas as palavras me fogem, abro a boca e o vazio toma conta.

Quero estar longe, não sentir a falta que sinto, mas hoje estou presa e esse direito à distância não existe. Me sinto mutilada, não vivo inteira.

Enfim, prossigo em silêncio. Meus atos são as minhas verdades, pois você não merece minha consideração e tampouco minhas palavras.